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A Arte do desenho em Porto Alegre

GUSTAVO SOUZA "Transfixação", 2014 | ferro e gesso sob tela (130x90cm)

GUSTAVO SOUZA “Transfixação”, 2014 | ferro e gesso sob tela (130x90cm)

A incessante aparição de novos (e bons) desenhistas e pintores no cenário artístico de Porto Alegre faz do Estado um precursor brasileiro do que já se manifesta no mundo há cerca de duas décadas. Enquanto nos demais países o número de artistas figurativos cresce vertiginosamente, no Brasil – onde chafurdamos sob a falsa crença acadêmica de que a figuração realista e a própria “representação” morreram – o aparecimento de bons desenhos e pinturas deve ser festejado. Neste artigo, apresentamos uma série de artistas da capital gaúcha que têm tido a audácia de desenhar em tempos de arte conceitual. Em posts antigos (aqui) já refletimos sobre trabalhos que nos chamaram atenção e agora apresentamos outros que em Porto Alegre interessam à análise – são eles  Gustavo Assarian, Gustavo Freitas, Claudia Hamerski, Andressa P. Lawisch, Marcelo Bordignon, Alexandre Pinto Garcia e Gustavo Souza.

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O desenho da arte em Porto Alegre: Inicia-se o Hiper-realismo Contemporâneo no Brasil (III)

Carine Krummenauer | 2015 (grafite)

Carine Krummenauer | 2015 (grafite)

 

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Seria impossível aqui um resumo da trajetória da figura e do nu – isso que Kenneth Clark denominou como uma “forma de arte”, mais do que temática artística. Mas a fim de situar minimamente o contexto do “anacrônico” realismo que vem emergindo em todo o mundo, arriscamos uma possível e brevíssima leitura, com grave chance de esquematização: o apogeu clássico greco-romano perdido em meio à diáspora medieval e reconquistado no Renascimento pela síntese do desenho toscano operada por Michelangelo sofrera, desde então, graves revezes, desfigurando-se a partir de 1855 – data do Pavillon du Réalisme (o primeiro não oficial “Salão dos recusados”), quando a iniciativa pioneira e radical de Gustave Coubert instaurou a escola realista na pintura rearticulando a figura humana dentro da arte, e a própria forma de exibição. Leia mais…

“Pele Agridoce”: inicia-se o Hiper-realismo Contemporâneo no Brasil

Gio/Smoke and Shadow

Gio/Smoke and Shadow

“Quem foi seu mestre?” Pergunta a dr. Marilice Corona num encontro com o artista. “O Youtube!” Responde Patrick Rigon, no mesmo tom de ironia. Leia mais…