As milhares de iniciativas bacanas que surgiram com o intuito de mudar o mundo de fato lograram êxito: agora vivemos em um novo mundo, cheio de iniciativas bacanas.

bicicletaFato interessante sobre o corpo humano & de outros animais: geralmente, o material que compõe essa máquina esquisita tende a se reorganizar caso algo saia errado. Por exemplo, vamos supor que eu caia no chão e faça o atrito entre esse meu corpo e o solo interromper uma viagem de bicicleta em média velocidade. É quase certeza que algumas áreas da minha superfície – que chamamos de “pele” – acabem se danificando ou que talvez até uma parte mais interna, como um osso, saia meio detonado também. Mas a natureza colocou na minha programação de máquina viva um algoritmo que faz com que esse dito corpo movimente uma força tarefa para consertar tudo de novo. O nome disso é “regeneração”.

Uma bicicleta é um veículo que usa a energia das pernas de uma pessoa para fazer ela chegar mais rapidamente do ponto A ao B.

Ou seja, o que faz com que uma pessoa morra é, basicamente, quando algo sai errado de um jeito que a regeneração não dá conta de colocar no lugar de novo. “Morrer” é o que acontece quando o corpo de uma pessoa não serve mais para nada e ele precisa ser enterrado em algum lugar, ou que alguém taque fogo nele, ou que alguém jogue-o no fundo do oceano ou ainda que alguém catapulte esse corpo para fora a órbita da terra , para que ele não ocupe mais muito espaço útil para as outras pessoas cujo corpo ainda funciona bem e se regenera de vez em quando, quando necessário.

Por exemplo, se eu pego uma doença, isso significa que algo está errado. Meu corpo, novamente, irá mobilizar suas tropas internas para marcharem contra os corpos invasores, e geralmente dentro de uma semana eu estou legal e pronto para acordar cedo e ir trabalhar. Uma “doença” é o que acontece quando alguns seres que nós não podemos ver invadem nosso corpo e tentam fazer com que ele acabe por ser enterrado ou catapultado para fora da órbita desse planeta. Mas esses seres provavelmente não fazem isso com esse objetivo, pensando em matar as pessoas. Se pudéssemos ler seus pensamentos, certamente ouviríamos apenas coisas idiotas como “eu preciso me reproduzir, com licença, desculpe a bagunça mas eu PRECISO muito me reproduzir”.

dancar

Dizem que esse é o tipo de coisa que podemos ouvir também quando estamos em lugares como discotecas ou festas universitárias, entretanto, claro, não nessas palavras.

Vem a calhar que as vezes eles se reproduzem demais e nossa regeneração não dá mais conta e acabamos ficando deitados com os olhos fechados para sempre, porque isso é um sinal de que a pessoa está morta. Entretanto, mesmo assim, não poderíamos ouvir uma lamúria ou lamento de morte de desculpas desses microorganismos, porque eles continuariam apenas falando “eu quero me reproduzir, sério, eu ainda preciso me reproduzir”. Lembrando que não podemos ver nem ouvir essas criaturas, eu estou apenas supondo essas coisas.

Palavras são outras coisas que o ser humano não pode ver, mas que vagam pela atmosfera e entram nos corpos ainda capazes de regeneração e não catapultados para a ionosfera através dos ouvidos. É muito simples explicar o que é uma palavra: ela é o vento se mexendo de um jeito específico. O vento é formado por átomos, que também são coisas que não podemos ver, de fato, mas que acreditamos que existem porque algumas pessoas fizeram desenhos animados deles:

 

Quando as coisas não existem, encontramos diferentes maneiras de vê-las. Por desenho a lápis, renderização 3D ou até mesmo dobrando um papel até ele ficar parecido com a coisa em questão.

 Ou seja, quando alguns átomos se movem pelo ar de um jeito específico e entram nas nossas orelhas, entendemos que aquilo é uma palavra. Por exemplo, vamos supor que eu queira falar em voz alta a palavra “beterraba”. Vai acontecer o seguinte: o meu cérebro vai mandar uma mensagem em forma de eletricidade para o meu pulmão, que é o lugar onde fica guardado um pouco de vento dentro de mim. O cérebro vai falar mais ou menos algo como “por favor, pulmão, você poderia mandar um pouco de vento aqui pra cima? Eu preciso falar ‘beterraba’ em voz alta”. O pulmão vai mandar o vento através da minha garganta, e dentro dela o cérebro já mandou as cordas vocais se organizarem de forma a fazer com que os átomos que estão passando por ali formem uma fila no formato da palavra. Por fim, o cérebro também pediu para a língua e a boca se posicionarem de forma a fazer o som da palavra “beterraba” sair corretamente.

É fácil saber que eu não estou louco. No caso, é só verificar se a palavra “beterraba” saiu de forma correta e não, por exemplo, em forma de outra palavra nada a ver, como “paralelepípedo”. As vezes algumas pessoas sofrem uma desorganização interna direto no cérebro e não conseguem mais soprar átomos direito, e as palavras que saem estão todas erradas porque o cérebro não conseguiu se regenerar ainda, e essas pessoas acabam tendo que ir para longe da família, pois irão passar longos períodos de tempo em locais nos quais recebem remédios que ajudam o cérebro a se lembrar de como as palavras são formadas do jeito certo.

remedio

Graças aos remédios, o ser humano foi capaz de aumentar a capacidade regenerativa do corpo e fazer com que demore mais tempo até que ele fique inutilizável.

 Quando uma ou mais pessoas conseguem entender que aqueles átomos todos se mexendo significam coisas importantes, elas tendem a querer expelir átomos também e às vezes o ar fica cheio de átomos se mexendo e significando várias coisas. Isso serve para, por exemplo, saber dividir esse pessoal todo em grupos diferentes. Quando várias pessoas que sabem soprar o ar na mesma língua decidem morar perto umas das outras, acabam surgindo cidades, províncias ou até mesmo países.

Muitas vezes, um grupo de pessoas que fala de um jeito quer que os grupos que não falam da mesma forma fiquem longe, caiam fora para outro país ou território, e por isso tentam causar desordens em seus corpos de forma a dar um jeito deles não conseguirem mais se regenerar e, portanto, não conseguirem soprar vento nenhum e não falar mais porcaria nenhuma. Existem várias formas de fazer isso sem precisar esperar que corpos microscópicos invasores criem algum tumulto. Por exemplo, as vezes um projétil metálico impulsionado por pólvora pode causar desordem suficiente para fazer a pessoa ter seu corpo enterrado no chão ou queimado e transformado em fumaça. Existem outros motivos para alguém querer fazer isso, e também outras formas de fazê-lo, é tudo muito complicado.

Às vezes acontece de alguém sofrer uma desordem muito grande e mesmo assim não morrer. Quando algo assim ocorre, muita gente diz que foi um “milagre” a pessoa não precisar ter sido enterrada ou catapultada para fora da órbita da Terra naquele ponto. Ao contrário das palavras, explicar o que é um milagre é um pouco mais difícil, já que um milagre não necessariamente envolve átomos ou vento para acontecer. Simplificando, eu poderia dizer que um milagre é: quando algo que não poderia nunca acontecer acontece mesmo assim e foda-se.

einteins

Um homem chamado Albert Einstein, nascido nesse nosso planeta e cujo sistema regenerativo do próprio corpo funcionou perfeitamente de 1879 a 1955, pode ter dito certa vez que existem duas formas de se posicionar em relação aos milagres:

 a) Acreditar que não existem milagres;

b) Acreditar que tudo é um milagre.

Isso significa, basicamente, que, se tomarmos minha definição de “milagre” como a verdadeira, a citação de Einstein pode ser interpretada de duas formas:

a) Todas as coisas que não podem acontecer jamais acontecerão de fato;

b) Tudo o que existe era para jamais ter acontecido e, mesmo assim, aconteceu e foda-se.

É um pouco desolador, no fim, constatar que essas são as únicas duas opções possíveis, pois geralmente as pessoas tipo letra A estão muito tristes e pensando em assaltar um banco para conseguir dinheiro, e as pessoas letra B estão aí pela rua vendendo artesanato e falando coisas que ninguém dá bola. Não obstante, é natural imaginar que talvez exista um tipo de pessoa letra C que não se posiciona de nenhuma das duas formas anteriormente citadas. Na verdade, no fim das contas, acaba sendo natural pensar que existem até pessoas letra D, E, F, o alfabeto inteiro, e talvez até ocupando letras de outros alfabetos, e que na verdade os milagres não definem os tipos e pessoa, e que eles são apenas detalhes na vida de muitas, e não o mais importante.

Afinal, é por isso que estamos aqui agora, lendo isso, não é? Por causa dos detalhes?

Uma resposta

  1. manaus disse:

    eu nem concordo nem discordo, muito pelo oirartnoc

Deixe uma resposta


três − dois =