Filosofia do Design

Filosofia do Design

Perfil destinado a publicar nossa produção multimídia (podcast Não Obstante), nossa série Fragmentos Filosóficos, além de comunicados gerais, divulgações, entrevistas etc.

Fragmentos filosóficos #14 – Kant sobre o espaço

ImmanuelKantpicEste é o décimo quarto de nossos Fragmentos filosóficos, uma série composta por trechos selecionados e comentados (sob a curadoria de Marcos Beccari e Daniel B. Portugal), com a proposta de apresentar filósofos em suas próprias palavras. O trecho abaixo foi retirado do livro Crítica da razão pura (Petrópolis: Vozes, 4. ed., 2015, B 38), de Kant. Seleção e comentários de Daniel B. Portugal.

O espaço não é um conceito empírico que tenha sido derivado de experiências externas. Pois para que certas sensações sejam referidas a algo fora de mim (i.e., a  algo em um outro lugar do espaço que não naquele em que me encontro), e para que, do mesmo modo, eu as possa representar como externas umas ao lado das outras, portanto, não só diferentes, mas como em diferentes lugares, para isso a representação do espaço já tem de servir-lhes de fundamento. A representação do espaço não pode, assim, ser extraída da experiência a partir das relações do fenômeno externo, mas é antes esta experiência externa que só é possível por meio de tal representação. Leia mais…»

Fragmentos filosóficos #13 – Rosset e o princípio de crueldade

Este é o décimo terceiro de nossos Fragmentos filosóficos, uma série composta por trechos selecionados e comentados (sob a curadoria de Marcos Beccari e Daniel B. Portugal), com a proposta de apresentar filósofos em suas próprias palavras. O trecho abaixo foi retirado do livro O princípio de crueldade de Clément Rosset (Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p. 22). Seleção e comentários de Marcos Beccari.

O homem é o ser capaz de saber o que, por outro lado, é incapaz de saber, de poder em princípio o que é incapaz de poder em realidade, de encontrar-se confrontado ao que é justamente incapaz de afrontar. Leia mais…»

Não Obstante #16 – Pensando a depressão

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Fragmentos filosóficos #12 – Carlyle sobre o “espírito do capitalismo”

220px-Thomas_Carlyle_lmEste é o décimo segundo de nossos Fragmentos filosóficos, uma série composta por trechos selecionados e comentados (sob a curadoria de Marcos Beccari e Daniel B. Portugal), com a proposta de apresentar filósofos em suas próprias palavras. O trecho abaixo foi retirado do livro Past and Present (Project Gutenberg, 2008, s.p.). Seleção, tradução e comentários de Daniel B. Portugal.

Para o presente editor, não menos que para Bobus, um governo dos mais sábios, o que Bobus chama de Aristocracia do talento, parece o único remédio curativo: mas ele não é tão sanguíneo quanto Bobus no que diz respeito aos meios de realizá-lo. Ele acredita que nós perdemos de uma vez a chance de fazê-lo, e viemos a necessitá-lo de maneira tão urgente, ao nos afastarmos das Leis interiores eternas e nos aproximarmos de fachadas de Leis externas e temporárias. Ele acredita que “egoísmo iluminista”, nunca tão iluminado assim, não é a regra por meio da qual a vida humana pode ser pautada. Que “Laissez-faire”, “oferta e demanda”, “pagamento em dinheiro como único elo”, e assim por diante, não foram, não são e nunca serão, uma Lei praticável de União para a Sociedade Humana. Que pobres e ricos, governados e governantes, não podem viver juntos com base em qualquer Lei de União de tal tipo. Ele acredita que o homem possui uma alma dentro de si, diferente do estômago em qualquer sentido da palavra; que se a mencionada alma for asfixiada, e ficar silenciosamente esquecida, o homem e seus afazeres estão em um mau caminho. Ele acredita que a alma em questão terá que ser ressuscitada de sua asfixia; que se ela não puder ser ressuscitada, o fim do homem se encontra próximo. Em resumo, que o mammonismo com orelhas de Midas, diletantismo hipócrita e seus muitos corolários não são a Lei que Deus todo-poderoso instituiu neste Universo. Leia mais…»

Não Obstante #15 – Os sentidos do sofrimento

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Comunicado: recesso de fim de ano

Olá designófilos!

Viemos aqui comunicar um recesso de dois meses que programamos para este site: de hoje (10/12) até o dia 10/02/2016, não haverá novos posts por aqui. Aproveitamos para agradecer sinceramente a todos os leitores e ouvintes que nos acompanham até agora, sem os quais este site não existiria. E para quem está chegando pela primeira vez, tentaremos resumir abaixo o que temos feito por aqui.

Criado em 2010, o site Filosofia do Design manteve-se situado numa margem incerta entre design e filosofia. Essa incomum posição gerou interesse de muitos leitores não vinculados nem ao campo do design nem ao da filosofia. O caráter heteróclito dos mais de 400 posts publicados aqui reflete, portanto, um interesse filosófico singular: o voto de que, com abrangência de perspectivas teóricas, faz sentido pensar uma “filosofia do design”. Leia mais…»

Fragmentos filosóficos #11 – Spinoza sobre os afetos

Este é o décimo primeiro de nossos Fragmentos filosóficos, uma série composta por trechos selecionados e comentados (sob a curadoria de Marcos Beccari e Daniel B. Portugal), com a proposta de apresentar filósofos em suas próprias palavras. O trecho abaixo foi retirado do livro I da Ética de Spinoza (Belo Horizonte: Autêntica, 2007, III, definição 3, p. 98). Seleção e comentários de Marcos Beccari.

Por afeto compreendo as afecções do corpo, pelas quais sua potência de agir é aumentada ou diminuída, estimulada ou refreada, e, ao mesmo tempo, as ideias dessas afecções. Assim, quando podemos ser a causa adequada de alguma dessas afecções, por afeto compreendo, então, uma ação. Leia mais…»

Não Obstante #14 – Articulações Simbólicas

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Fragmentos filosóficos #10 – Jung sobre a sombra

CGJungEste é o décimo de nossos Fragmentos filosóficos, uma série composta por trechos selecionados e comentados (sob a curadoria de Marcos Beccari e Daniel B. Portugal), com a proposta de apresentar filósofos em suas próprias palavras. O trecho abaixo foi retirado do livro Aion (Obra completa, v. 9/2. Petrópolis: Vozes, 2013, p. 19). Seleção e comentários de Daniel B. Portugal.

A sombra constitui um problema de ordem moral que desafia a personalidade do eu como um todo, pois ninguém é capaz de tomar consciência desta realidade sem dispensar energias morais. Mas nessa tomada de consciência da sombra trata-se de reconhecer os aspectos obscuros da personalidade, tais como existem na realidade. Este ato é a base indispensável para qualquer tipo de autoconhecimento e, por isso, em geral, ele se defronta com considerável resistência. Leia mais…»

Não Obstante #13 – O mundo, os homens e suas obras

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Existe design?: indagações filosóficas em três vozes [livro]
Autor(es): IVAN MIZANZUK; DANIEL B. PORTUGAL; MARCOS BECCARI
Publicado em: Teresópolis: Editora 2ab, 2013.

Três vozes, quatro perguntas: doze ensaios que propõem horizontes de respostas. É através deste formato que os autores deste livro nos convidam a refletir filosoficamente sobre o Design. Em meio aos ensaios, a um só tempo densos e saborosos, vemos surgir três perspectivas complementares do Design. São diferentes formas de encarar sua existência, suas diversas utilidades e inutilidades, suas dimensões morais e estéticas, seus percursos históricos e teóricos, suas características e potências específicas. Um livro para designers intelectualmente inquietos e para amantes do pensamento interessados em Design.

Metaconhecimento: Um esboço para o design e seu conhecimento próprio
Autor(es): RICARDO CUNHA LIMA; ANDRÉ S. MONAT; JORGE LÚCIO CAMPOS
Publicado em: BOCC. Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação, v. 03, 2008.

Há um conhecimento próprio do design? Podemos elaborar um método científico para o mesmo? Design é um aglomerado de tópicos advindos da arte, engenharias, ou ciências da cognição, entre muitas outras áreas do conhecimento a que poderíamos nos referir? Neste trabalho sustentamos que a atuação do designer é muito diferente de artistas ou engenheiros, citando apenas algumas profissões onde, freqüentemente, se insere o designer. O design é apresentado como uma área de conhecimento capaz de interpretar os resultados científicos de outras áreas e traduzi-los em objetos de uso. O único paralelo ao design é o da filosofia que, em sua definição clássica, também se apresenta como uma área de conhecimento próprio, empenhada em analisar o conhecimento advindo de outras áreas.

Otto Neurath e o legado do ISOTYPE
Autor(es): RICARDO CUNHA LIMA
Publicado em: Revista InfoDesign, v. 5, n. 2, 2008, p. 36-48.

O trabalho de Otto Neurath (1882-1945) e sua equipe, através do ISOTYPE (International System of TYpographic Picture Education), influenciaram profundamente o design de informação. Nesse artigo procuro descrever a trajetória de eventos que levaram Neurath a criar o ISOTYPE, para poder analisar o legado do ISOTYPE nos pictogramas e na infografia jornalística. Esse legado não se limitou à Europa e EUA, isso é demonstrado através de exemplos da influencia do ISOTYPE no Brasil.

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