Não Obstante #16 – Pensando a depressão

Olá designófilos!

Este é o décimo sexto episódio do Não Obstante, contando novamente com Felipe Ayres na edição e com a arte de Marcos Beccari na vitrine. Neste programa, Marcos BeccariDaniel B. Portugal conversam com André Martins, filósofo, psicanalista e professor doutor do IFCS-UFRJ.

O intuito da discussão é pensar a depressão para além da mera dicotomia, que vigora no senso comum, entre “doença séria” (sofrimento visto como mal legítimo e sobre o qual o sujeito não pode atuar subjetivamente) e “frescura” (sofrimento visto como mal ilegítimo e sobre o qual o sujeito poderia atuar subjetivamente se fizesse esforço). Para tanto, foram elencados três caminhos possíveis: (1) o viés cientificista que enxerga a depressão como um tipo universal de sofrimento; (2) a depressão como um tipo específico de sofrimento impulsionado pelo ambiente social no qual o sujeito se insere; (3) o viés trágico, por meio do qual a depressão, indicando um dado trágico da vida humana (sofrimento), possibilita um modo singular de afirmação da existência.

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O Não Obstante é uma produção conjunta do Filosofia do Design e do Anticast.

Uma resposta

  1. leo disse:

    Beccari, os sofistas a que você se refere seriam Demócrito e Heráclito.. Os dois chegariam a uma ideia comum da ridicularidade da existência humana, no sentido de o ser humano ser apenas um “caniço pensante” por assim dizer – ao que Demócrito toma isso com singular humor e tranquilidade, tal qual fosse um Chaplin falando que o mundo visto de perto é muito trágico, embora que se visto de longe não passa de uma grande comédia. Do reverso disso, tem-se o Heráclito todo depressivo parecendo um Flaubert ou um Schopenhauer, vendo somente a parte repulsiva do ser humano… Bem, para mim que tudo tem o seu lado bom e ruim, cada qual vendo assim a metade do copo cheia ou vazia…

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