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Fragmentos filosóficos #11 – Spinoza sobre os afetos

Este é o décimo primeiro de nossos Fragmentos filosóficos, uma série composta por trechos selecionados e comentados (sob a curadoria de Marcos Beccari e Daniel B. Portugal), com a proposta de apresentar filósofos em suas próprias palavras. O trecho abaixo foi retirado do livro I da Ética de Spinoza (Belo Horizonte: Autêntica, 2007, III, definição 3, p. 98). Seleção e comentários de Marcos Beccari.

Por afeto compreendo as afecções do corpo, pelas quais sua potência de agir é aumentada ou diminuída, estimulada ou refreada, e, ao mesmo tempo, as ideias dessas afecções. Assim, quando podemos ser a causa adequada de alguma dessas afecções, por afeto compreendo, então, uma ação. Leia mais…»

Não Obstante #3 – Afetos de hoje

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Orações ao alcance de um duvidar a céu aberto

* texto originalmente publicado na Revista Clichê.

Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol? Geração vai, e geração vem; mas a terra permanece para sempre. Levanta-se o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar onde nasce de novo. [...] Já não há lembranças das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas. – Eclesiastes, 1:3-11, Antigo Testamento da Bíblia judaico-cristã.

De minha infância ecoa aquele refrão pop sobre a “arte de viver da fé, só não se sabe fé em quê”. Acho que não-saber-em-quê é o que sustenta qualquer fé, este lugar em que tanta gente passa os dias esperando para sair dele. E acho que não há para onde ir simplesmente porque já estamos desde sempre “indo”. Se somos isto, é porque nunca o fomos; se fomos aquilo, é porque já não o somos. Seremos reis desde que renunciemos a sê-lo, dizia algum poeta. Pouco me importa o que está muito adiante e que requer grande esforço. Pouco me importa o próximo passo, o próximo projeto, no fim chegamos sempre ao fim. Resta-nos continuar questionando como seria possível abdicar sem desistir, transformar indiferença em altivez. »

O que filosofia tem a ver com design?

* texto originalmente publicado na Revista Clichê.

A princípio, nada. É assunto chato de filósofos e suas teorias inúteis. Além do que mais, nunca acreditei numa “sabedoria” que supostamente nos ajude a “melhorar” quem somos e o que fazemos. Mas o que eu tenho percebido é que, quanto mais estudo filosofia, toda e qualquer sabedoria se torna menos importante do que a capacidade de entendê-las de uma forma que eu não conseguia antes.

Assim como a maioria das pessoas, sempre fui afetado por inconvenientes como injustiças, normas, fofocas, desentendimentos etc. Acontece que, a princípio, nenhuma dessas coisas existe. Leia mais…»