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O conceito de forma

“Formalismo” aparece-nos um termo carregado de significados que, em muitos aspectos, dizem coisas contrárias. Busco diferenciar um formalismo vulgar – aquele em geral empregado de maneira pejorativa – daquilo que ficou conhecido como o Formalismo russo. A partir de alguns conceitos-chave dessa teoria inacabada da arte, defendo que a acepção com que os Formalistas russos utilizavam forma é bem próxima ao que tenho encarado como um elogio à superficialidade. Isso significa desvencilhar a obra de uma ideia ou conceito transcendente e trazê-la à esfera sensível. Ou ainda, dizer que todo discurso extraído de uma obra  – o “conteúdo” – está entrelaçado, invariavelmente, em sua forma; como ela se apresenta.

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Padrões de Intenção e a ordem pictórica: um resumo

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“Nós não explicamos um quadro: explicamos observações sobre um quadro”. Esse é o ponto de partida epistemológico com que Michael Baxandall inicia o seu Padrões de Intenção – A explicação histórica dos quadros. O que se segue são análises feitas através de um diálogo vivo, formando a fundamentação da crítica inferencial—não seria tão distante chama-lo de manifesto, se quisermos. Entre seus objetivos está conciliar a polarização entre crítica e história de arte—o que fica mais evidente, por exemplo, no seu artigo Language of Art History (1979). O nosso, no entanto, pode ser algo que Baxandall sequer previu: entender como o conceito de ordem pictórica é tratado, ainda que indiretamente, em suas análises. Leia mais…