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O lugar da experiência na Arte

ROY NACHUM, "Tears of Laughter" | óleo sobre tela, 2010-11

ROY NACHUM, “Tears of Laughter” | óleo sobre tela, 2010-11

É no simbólico que o desejo se engatilha. No mundo da linguagem é que o desejo toma forma e, sem ela, ele não pode existir. Assim a experiência não se processa senão por meio da narrativa, do compartilhamento, do registro no simbólico. Qualquer operação que demande produção de imagem está lidando com o imaginário, e, portanto com o desejo. O que nos conta uma imagem? E como pode ela realizar esse processamento da experiência? A fim de respondermos, é necessário reconstituir o momento em que a experiência passou a integrar o território artístico. Leia mais…

Como entender o Hiper-Realismo Contemporâneo

RAN ORTNER, 2013 "Element No. 1" | óleo sobre tela (160X118cm)

RAN ORTNER, 2013 “Element No. 1″ | óleo sobre tela (160X118cm)

Diante de uma tela na qual um artista aplicou pigmentos coloridos com auxílio de um pincel, que tipo de experiência me condiciona a dizer – “Que bela paisagem!”? Ou, em uma situação cada vez mais comum, como podemos confundir a imagem pintada na tela com uma fotografia – e esta suposta fotografia com uma falsa situação real, verdadeiramente imaginada?  Leia mais…

O Óbvio é o Reflexo do Invisível

Minha intenção é só dizer coisas óbvias. Sempre a evidência mais banal. Porque o significado mais profundo – aliás, o único significado possível às coisas, reside justamente na obviedade. Mesmo isso é óbvio e fácil de argumentar – quando um filósofo ou cientista passa anos investigando um problema, e de repente o descobre, bate com a mão na testa e diz “mas é óbvio! Como é que eu não tinha visto isso antes, estava na minha frente” (lembrem-se do famoso “Eureka” de Arquimedes). Não tinha visto porque estava diante do seu nariz: e é justamente aí o único lugar que nós não podemos ver.

Sofremos, enquanto espécie, uma triste contingência: o olho humano é cego. O aparelho visual, enquanto sistema, pode muito bem funcionar perfeitamente – se o cérebro não fizer a devida correspondência de decodificação das sensações luminosas recebidas pela retina, tudo passa em branco. Ou em preto: não enxergamos nada. O caso clássico é a cegueira psicossomática (abordada de maneira genial em Dirigindo no Escuro [2001], de Woody Allen). Seu olho funciona, mas você não enxerga nada, porque há um bloqueio inconsciente; um caso particular e não raro de histeria. Leia mais…