Posts taggeados com ‘desenho’

O lugar da experiência na Arte

ROY NACHUM, "Tears of Laughter" | óleo sobre tela, 2010-11

ROY NACHUM, “Tears of Laughter” | óleo sobre tela, 2010-11

É no simbólico que o desejo se engatilha. No mundo da linguagem é que o desejo toma forma e, sem ela, ele não pode existir. Assim a experiência não se processa senão por meio da narrativa, do compartilhamento, do registro no simbólico. Qualquer operação que demande produção de imagem está lidando com o imaginário, e, portanto com o desejo. O que nos conta uma imagem? E como pode ela realizar esse processamento da experiência? A fim de respondermos, é necessário reconstituir o momento em que a experiência passou a integrar o território artístico. Leia mais…

O que o atentado em Paris tem a ver com o desenho, o Design (e Lacan)?

Kamalky Laureano

KAMALKY LAUREANO pintando

A Baltasar convencia-o o desenho, não precisava de explicações, pela razão simples de que não vendo nós a ave por dentro, não sabemos o que a faz voar,  e no entanto ela voa, porquê, por ter a ave forma de ave (…)

JOSÉ SARAMAGO, Memorial do Convento, 1992, p. 68

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O desenho enquanto singularidade

Nesse post, aponto para uma mudança linguística e conceitual da palavra desenho. Afirmo que a raiz latina de signum supõe a representação (e portanto repetição) e que isso não corresponde ao que o desenho e a pintura se propuseram a fazer na história da arte. Apresento, então, a raiz anglo-saxã para drawing e depiction, como aquilo que desloca do mundo, transforma e se cria através do gesto – originando singularidade, diferença.

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Todos os desenhos desse post são do meu sketchbook, e quase todos são exercícios do curso de Charles Bargue.

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Fábio Magalhães e o corpo da pintura: Inicia-se o Hiper-Realismo Contemporâneo no Brasil (II)

Fábio Magalhães  Trouxas II (Alusivo ao Artur Barrio)  Óleo sobre Tela  190 x 250 cm  2013  Coleção Particular“É só olhar por aí, a pintura está mais viva do que nunca…” (Fábio Magalhães) 

O artista baiano Fábio Magalhães, aparentemente esquecido pela academia aqui no Sul, opera uma surpreendente relação entre o “discurso” da arte contemporânea e a prática tradicional da pintura.

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Não “Design”

dome-of-pantheon-rome-italy+1152_12912427555-tpfil02aw-10566De como perdemos a perspectiva

Algumas quase duzentas páginas onde se situa a bem sucedida intenção de provar que o termo Design é um modismo desnecessário, muito aquém de representar com propriedade o que a antiga denominação Desenho Industrial significava. Esta monografia de um amigo e colega de faculdade na época causou um rebuliço no curso de Design[1]. A denominação “Design”, muito mais cool, foi adotado pela primeira vez no Brasil pela ULBRA (RS) em finais da década de 1990. Mas, à parte a diferença de forma, temos outro algo, que funciona como sintoma: aquilo que não se alterou no coração da palavra, o conteúdo essencial que restara: o “desenho”. Originária do italiano disegno (do latim segno, senha ou signo), “desenho” se aproxima mais da palavra “desígnio” e de suas mil implicações, como projeção, planta, propósito, objetivo[2].

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Do conceito ao desenho – manifesto

Livrem o mundo da doença burguesa, da cultura ‘intelectual’, profissional e comercializada. Livrem o mundo da arte morta, da imitação, da arte artificial, da arte abstrata, da arte ilusionista, da arte matemática, – livrem o mundo da ‘Europeização’! Promovam um fluxo e uma maré revolucionárias na arte. Promovam uma arte viva, uma antiarte, uma realidade não artística, para ser compreendida por todos, não apenas pelos críticos, diletantes e profissionais… Unam-se os movimentos sociais, culturais e políticos revolucionários numa frente única de ação!

George Maciunas (1963). Manifesto escrito pelo ativista do Grupo Fluxus, pioneiro da Arte Conceitual e que cunhou o termo em 1961, nos Estados Unidos. Leia mais…