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O estranhamento nos livros ilustrados de Shaun Tan

Este texto está entre um resumo expandido e um convite para a defesa da dissertação, que vai ocorrer na quinta-feira, 4 de agosto de 2016, às 10h, no Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco.

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O niilismo histórico-ontológico em Heidegger

Por que há o ente e não antes o nada? 

Essa é uma pergunta capciosa e de utilidade quase nenhuma para os ouvidos do cotidiano. Na verdade, não somente para o cotidiano, até mesmo para os altos baluartes da ciência colocar a pergunta tanto pelo ser quanto pelo nada já demonstra o conteúdo vazio que facilmente se perde. Porém, essa questão de acordo com o filósofo Martin Heidegger é fundamental para entender o pensamento ocidental, pois ele move-se justamente na tentativa contínua de pôr uma razão para que algo tenha ocorrida dessa e não de outra forma. O que se pode fazer então, se o pensamento chegar num ponto em que só resta afirmar não há razão? Esse momento desconcertante, de acordo com o filósofo, constitui no momento em que a negatividade ganha contornos positivos e apresenta o fenômeno singular do Ocidente: o niilismo. O que é o niilismo? Bom, em uma postagem anterior tentei apresentar uma definição desse fenômeno (aqui), mas volto aqui a este tema para apresenta-los a minha dissertação. Ou seja, momento narcisista.

O meu interesse em pesquisar tal tema teve início momentos antes da graduação em filosofia que fiz em Aracaju a partir da leitura desse trecho do filósofo Nietzsche:

Descrevo o que virá: [com] a chegada do niilismo [...] o homem moderno crê experimentalmente ora num ora noutro valor, para depois esquecê-lo. Cresce sempre mais o círculo dos valores superados e esquecidos. Percebe-se sempre mais o vazio e a pobreza dos valores. É um movimento incessante, apesar de todas as grandes tentativas de detê-lo. No máximo, o homem ousa uma crítica genérica dos valores. Reconhece a sua origem, conhece demais para não crer mais em valor algum. Esse é o pathos, o novo frêmito [...]. Essa é a história dos dois próximos séculos. (NIETZSCHE, 1988, p. 125). Leia mais…