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Orações ao alcance de um duvidar a céu aberto

* texto originalmente publicado na Revista Clichê.

Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol? Geração vai, e geração vem; mas a terra permanece para sempre. Levanta-se o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar onde nasce de novo. [...] Já não há lembranças das coisas que precederam; e das coisas posteriores também não haverá memória entre os que hão de vir depois delas. – Eclesiastes, 1:3-11, Antigo Testamento da Bíblia judaico-cristã.

De minha infância ecoa aquele refrão pop sobre a “arte de viver da fé, só não se sabe fé em quê”. Acho que não-saber-em-quê é o que sustenta qualquer fé, este lugar em que tanta gente passa os dias esperando para sair dele. E acho que não há para onde ir simplesmente porque já estamos desde sempre “indo”. Se somos isto, é porque nunca o fomos; se fomos aquilo, é porque já não o somos. Seremos reis desde que renunciemos a sê-lo, dizia algum poeta. Pouco me importa o que está muito adiante e que requer grande esforço. Pouco me importa o próximo passo, o próximo projeto, no fim chegamos sempre ao fim. Resta-nos continuar questionando como seria possível abdicar sem desistir, transformar indiferença em altivez. »

O processo enquanto subjetividade

Ao contrário do que muitos dizem por aí, proponho que nós julguemos as pessoas com mais frequência. Julgue cada um que vir pelo jeito que se veste, pelas tatuagens que tem, pelos acessórios, estilo de cabelo, pelas palavras que profere. Mas antes que você me julgue, preciso explicar um pouco melhor o que quero dizer com isso.

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