Posts taggeados com ‘estranhamento’

O estranhamento nos livros ilustrados de Shaun Tan

Este texto está entre um resumo expandido e um convite para a defesa da dissertação, que vai ocorrer na quinta-feira, 4 de agosto de 2016, às 10h, no Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco.

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A mimese enquanto estranhamento

Ou Estranhamento: Parte x sem que haja x-1

Todas as pinturas utilizadas para ilustrar
o post são do pintor Jeremy Geddes

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Flusser, no ensaio Forma e matéria, julga inaceitável o uso da palavra imaterial quando se fala de cultura. Para explicar por quê, ele discorre sobre uma das mais antigas oposições conceituais que dá nome ao ensaio. Desde a Antiguidade grega – e aqui temos Platão como protagonista –, a ideia que está por trás da dualidade entre hyle e morphé é que “o mundo dos fenômenos que percebemos com os nossos sentidos é um caos amorfo atrás do qual estão escondidas formas eternas, imutáveis, que podemos percepcionar graças à visão supra-sensorial da teoria”. Leia mais…

Porque esses movimentos são habituais e inconscientes, eu não conseguia lembrar e achava que fosse impossível fazê-lo

ou Design e Estranhamento: Parte I

Imagine essa cena: você está andando na rua, ouvindo sua música preferida pelo seu dispositivo portátil, quando chega ao seu ouvido o refrão sendo tocado cronologicamente invertido. Isso, com certeza, não é algo que você esperava e, mais que automaticamente, você vai achar que o seu dispositivo está quebrado e tira-o do bolso para verificar. Não, normal. A música continua tocando invertida, mas as teclas não funcionam e você analisa cuidadosamente seu dispositivo para achar um diminuto botão de reset.

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Filosofia do Design, parte LIV – Estranha Obviedade

* texto originalmente publicado no Design Simples.

Não é raro me dizerem que meus devaneios sobre Design são inconclusivos, irrelevantes, enigmáticos, distantes da realidade. De fato, tenho dificuldade de divagar e ser relevante ao mesmo tempo. Porém, não acho que isso seja uma questão de relevância (seja lá o que você entende por isso), mas algo entre estranhamento e obviedade.

Partirei de um exemplo atual: o filme “A Árvore da Vida” (Terrence Malick, 2011). A história gira em torno do amor altruísta de uma mãe, do comportamento opressivo de um pai, da culpa de um filho e sua busca pelo perdão. No decorrer da narrativa, contudo, contemplamos cenas do Big Bang, dos dinossauros, da natureza micro e macrocósmica do universo e até do fim dos tempos. Leia mais…»