Posts taggeados com ‘fantasia’

“Journey”: entre o real e o Real

9f94d9836f3f25842ea576ac1e7cf50dJogos parecem ter sido uma obsessão humana através da História. Neles convergem os princípios mesmo da imitação mimética que estrutura o nosso comportamento mais básico (como, quando crianças, aprendemos a fazer inúmeras coisas por meio de “jogos de imitação” ou “jogos de palavras”). Deles fazemos nossas inter-relações humanas, e através deles também nossa intersubjetividade.

Hoje, duas “realidades” de proporções notáveis chamam a atenção: o mundo da fantasia e o mundo dos games. Ambos estão associados; em grande medida, intrinsecamente ligados. A fantasia se expressa através dos games, mas também particularmente na literatura (sem excluir o cinema, destino de inúmeros livros). Os games, no entanto têm assumido um novo estatuto: não são mais “coisa de criança”. Por que?

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Designotopia: William Morris e os revivalismos celta e viking na Europa do século XIX

Upplands_RuninskriftAs curvas normalmente associadas às antigas artes celta e viking sempre tiveram para mim forte apelo estético. Recentemente, minha estadia no Reino Unido, possibilitada por uma bolsa de doutorado sanduíche do CNPq, me fez pensar mais detidamente sobre a influência de tais curvas em designs dos últimos séculos, e no movimento mais geral de resgate da lingua, mitos e cultura desses povos.

Esses resgates ou revivalismos são eventos importantes na Europa do século XIX e servem a diversos fins: politicamente, aparecem como narrativas congregadoras, e ajudam a consolidar os Estados nacionais em formação; psicologicamente, oferecem formas de espiritualidades alternativas em um momento no qual o cristianismo perde força; artisticamente, oferecem um mais do que fértil acervo-base para novas propostas estéticas. Algumas vezes, todos esses fins podem aparecer interligados em uma espécie de grandiosidade político-estético-espiritual, que tendemos a associar, no caso alemão, ao wagnerianismo. Leia mais…»

Real, existente e ficcional

Você está em casa, com seus pais, vendo frivolidades na internet, e aí chega sua mãe, com uma foto em mãos. É um bebê. “Olhe, meu filho, como você era!” Você não lembra dessa foto, porque era muito novo; você sequer se reconhece. Então, é mesmo você? Qual a relação entre aquela imagem bidimensional do bebê e você, respirando nesse exato momento?

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