Posts taggeados com ‘filosofia da imagem’

Elogio ao simulacro: a imagem que coincide com o real

* texto originalmente publicado na edição #51 da Revista abcDesignFotografias de Matthew Tischler ilustram este post.

Simulacro é a simulação que simula a si mesma. Enquanto “simulação” significa imitação de algum modelo, “simulacro” representa algo que não possui nenhum equivalente. Tal diferença concerne a duas concepções básicas de “representação”: que as imagens estão ligadas a referentes (a coisas reais do mundo) ou que as imagens são autorreferenciais (pois só representam outras imagens). A imagem de “felicidade” prometida por uma marca de refrigerante, por exemplo, é autorreferencial, portanto um simulacro.

Em seu livro Simulacros e Simulação, Jean Baudrillard assinala sua insatisfação com o simulacro dos “estilos de vida” contemporâneos, com a estetização cotidiana que, para ele, só expressa um desejo desesperado de camuflar certo vazio existencial. Ocorre que esta avaliação depreciativa do simulacro, ainda recorrente na crítica cultural, depende inteiramente da exigência romântica por uma realidade mais pura ou autêntica. Leia mais…»

Prefiro Baudrillard #13 – Vampirotheutis Infernalis


Who da fuck is Terry Gillian? Fiodóro mostrando mais uma vez que a decepção mediante à humanidade permanece ali só esperando o momento certo para revigorar. É o milagre da vida irmãos, esse tal de Bóson de Higgs, uma linha tênue entre já é e já era. Peguem seus cachimbos proteinizados com whey e digam hello darkness my old friend. Zoeira mas fica aí a reflexão galere, abraços e fiquem com deus [em ritmo de funk evangélico]. #freeBeccari Leia mais…»

A superfície e sua vertigem

Resenha de “O universo das imagens técnicas: elogio da superficialidade” de Vilém Flusser (São Paulo: Annablume, 2008), originalmente publicada na revista Leaf #4.

O que mais me instiga em Flusser é a geralmente enganadora simplicidade com que ele tratava das pautas mais recentes da filosofia da imagem. Um ponto de partida poderia ser: nossa experiência de “realidade” é sempre mediada por nossa própria intenção de in-formar – dar forma e significado a – aquilo que nos aparece. Nesta mediação, a imagem seria uma primeira superfície por onde se integram nossas ideias ao mundo percebido. Mas como a imagem não é suficiente para traduzir nossas ideias em “conceitos”, o homem teria criado o texto como forma de codificar as imagens (que antes codificam o mundo). Leia mais…»