Posts taggeados com ‘filosofia do design’

Não Obstante #14 – Articulações Simbólicas

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Refrações #004 – Existe Design?

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Nestas águas em que me afogo

* Este texto é uma contribuição de Douglas Cavendish – pesquisador e mestrando no PPG DTecS da Universidade Federal de Itajubá –, relatando um breve testemunho da 1ª Sessão Não Obstante, realizada dia 02/05/2015.

Em 2010, eu era um jovem cheio de expectativas, curiosidades e muitas certezas sobre aquilo que eu queria me tornar: um designer, eu diria sem medo de errar. Leia mais…»

Não Obstante #5 – Filosofia do Design, uma aposta pós-prometeica?

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Existe filosofia do design? Um debate em aberto.

Após ter sido convidado a escrever no Filosofia do Design, Felipe Kaizer propôs um diálogo a Marcos Beccari sobre o que seria, afinal, uma “filosofia do design”. A divergência de opinião entre ambos acentuou-se no decorrer de nove e-mails, abrindo inconciliavelmente um debate que nos convida a problematizar uma “filosofia do design” mediante as ideias de filosofia e de design. Dentre as questões suscitadas, destacam-se: a pertinência atual da tradição filosófica, as condições para um pensamento filosófico, as relações entre o design e o projetar, a busca por uma essência, ordem ou natureza do design e a possibilidade de um conhecimento que não se submeta de antemão à prática. A publicação integral desta discussão, sob o consentimento dos envolvidos, não visa outra coisa senão fomentar novos debates e reflexões, tornando assim visíveis as diferenças e os contrastes entre os pressupostos teóricos que muitas vezes são ocultados no fazer e no pensar design.

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Para uma filosofia do design

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Telefone lagosta, de Salvador Dalí

* Texto originalmente publicado no Sobrecultura+, suplemento de cultura da revista Ciência Hoje online.

Design é, sem dúvida, um dos termos mais populares deste milênio. Tudo hoje em dia pode ser objeto de design: partes do corpo, comidas, cidades e modelos de negócios – além, é claro, de ambientes, roupas, marcas, sites, livros etc. A onipresença do termo suscita reações diversas, dentre as quais podemos destacar as que transitam entre dois polos: o funcionalista e o humanístico.

No primeiro polo estão aqueles que veem o design como alguma coisa acessória que é acrescentada a um núcleo previamente existente. Ou seja, ele é visto apenas como a cobertura de algo realmente importante: por exemplo, a aparência do carro que cobre sua estrutura mecânica ou do computador que reveste o hardware. Algumas pessoas consideram que certos objetos são formados quase exclusivamente de cobertura e não se cansam de denegri-los e a seus produtores. Dizem: “os publicitários e os designers nos fazem comprar coisas que não precisamos, atraindo-nos com superficialidades”. Ou: “Por que gastar o dobro em um celular só porque é bonito ou da marca X?” Leia mais…»

Lançamento de livro e workshop em São Paulo

Como refletir filosoficamente sobre o design? Como encarar a existência do design, suas diversas utilidades e inutilidades, suas dimensões morais e estéticas, seus percursos históricos e teóricos, suas características e potências específicas? Estas são provocações para uma possível Filosofia do Design: um diálogo entre o campo do design e a tradição filosófica, incluindo suas derivações nas ciências humanas e sociais. Leia mais…»

Bergson, intuição e filosofia do design

Bergson-Nobel-photoO arcabouço teórico erigido pelo filósofo francês Henri Bergson (1859-1941) oferece muitas ideias bastante relevantes para a construção de uma filosofia do design. Adotando a perspectiva de Bergson, seria possivel até mesmo enquadrar praticamente toda a metafísica ocidental na categoria de “filosofia do design”. Tentarei justificar tal afirmação polêmica ao longo deste texto.

Antes de começarmos, vale relembrar que a metafísica é, grosso modo, o ramo da filosofia que trata de questões relacionadas ao Real para além — ou “dentro”, a depender da perspectiva teórica — do mundo das aparências (aquele que aparece para nós em nossa vida corriqueira). Procurando, assim, a essência ou o “ser” das coisas, aquilo que faz com que elas sejam o que são, seria possível pensar, em um primeiro momento, que metafísica nada tem a ver com filosofia do design. Tal pensamento seria equivocado do início ao fim, pois, como explico em meu texto “Sobre Sócrates e Alces”, do livro Existe design?, já no pensamento de Platão, metafísica tinha tudo a ver com design, uma vez que quem produzia algum objeto deveria fazê-lo de maneira que ele se aproximasse o máximo possível de sua essência – ou seja, de modo que sua forma (aparência) fosse a cópia mais perfeita possível de sua Forma (essência). Leia mais…»

Notas do 1º encontro Filosofia do Design

Seguindo a iniciativa do marcinho em seu último post, tentarei sintetizar algumas das reflexões por mim levantadas no evento “Filosofia do Design: uma subversão do olhar” (São Paulo, 26 de maio). Claro que a maior parte da discussão continua sendo um rigoroso segredo de Estado, pois ainda pretendemos repetir a dose.

Mas o que rolou nas 8 horas de discussão (mais a conversa posterior no bar) foi, em suma, uma catarse viva sobre Filosofia do Design, um tema que aparentemente está “contaminando” algumas pessoas e, aos poucos, revigorando uma valiosa ingenuidade/curiosidade intelectual que, acredito, sempre existiu em nosso campo de estudo e atuação. Pois então.»

Filosofia do Design, parte LXXI – Autêntico Design

* texto originalmente publicado no Design Simples.

O que torna um trabalho de design autêntico? Aliás, o que é autenticidade? Em âmbito interpessoal, dizem que “ser autêntico” é ser você mesmo, sendo uma objeção básica afirmar que é impossível deixar de ser “você mesmo”.

Uma definição mais elaborada, por conseguinte, seria a de aceitar quem você é e fazer disso o norte para aquilo que você quer se tornar. O problema é que essa aceitação pode rimar com resignação, isto é, resistência a mudanças.

Desvencilhando-nos da ideia de imobilidade ou mudança, outro caminho seria a autenticidade apenas como sinceridade para consigo mesmo. Tal definição só seria consistente, entretanto, caso houvesse uma pessoa que não carregue consigo valores contraditórios.  Leia mais…»