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Refrações #002 – As dimensões e o mundo codificado de Vilém Flusser

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A mimese enquanto estranhamento

Ou Estranhamento: Parte x sem que haja x-1

Todas as pinturas utilizadas para ilustrar
o post são do pintor Jeremy Geddes

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Flusser, no ensaio Forma e matéria, julga inaceitável o uso da palavra imaterial quando se fala de cultura. Para explicar por quê, ele discorre sobre uma das mais antigas oposições conceituais que dá nome ao ensaio. Desde a Antiguidade grega – e aqui temos Platão como protagonista –, a ideia que está por trás da dualidade entre hyle e morphé é que “o mundo dos fenômenos que percebemos com os nossos sentidos é um caos amorfo atrás do qual estão escondidas formas eternas, imutáveis, que podemos percepcionar graças à visão supra-sensorial da teoria”. Leia mais…

Estava prestes a colocar a colher de açúcar no meu café hoje, quando a visão dos cortadores de cana trabalhando em condições desumanas invadiu minha mente. Achei melhor tomá-lo puro.

arteCorolário pós-modernista de Marcel Duchamp: quanto mais vezes alguém define com precisão as diferenças entre arte e design, mais devemos propor novas discussões sobre as diferenças entre arte e design.

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Talvez um dos erros de Flusser, pelo menos nos artigos que coloca em seu livro-compilação Uma Filosofia do Design (editora Relógio D’água, 2010) seja tentar chegar ao significado deste através de explorações etimológicas das palavras que deram origem ao termo. Tal análise pode se mostrar proveitosa em uma primeira instância, quando deseja-se, por exemplo, separar o design das demais coisas do mundo para tentarmos de fato saber do que estamos falando. Entretanto, dada a nossa localização no tempo & espaço, seria pretensão demais ignorar as batidas no martelo pós-moderno quando se fala em uma “profissão” que veio ao mundo – da forma como a conhecemos – em tempos pós-modernos.

Digo isso porque, se o significado de arte é algo tão não-palpável, nossa estratégia de salvação como designers tem sido apelar para uma suposta clareza de significado, um contraponto sólido ao nebuloso mundo da arte e suas várias ramificações. E então ensinamos nas universidades, antes de mais nada, que arte e design não são as mesmas coisas, que uma é X e a outra é Y. Leia mais…

A Reflexão Filosófica como Ferramenta do Designer

* Este texto é uma contribuição de Daniel Marques — graduando em Design Gráfico na Universidade Salvador – UNIFACS/LAUREATE (Salvador-BA). Tem como principal objetivo incentivar o pensamento crítico no processo de aprendizado e prática do Design. Maiores interesses na área de Filosofia do Design, Cinema, Estudos da Contemporaneidade e Livros Digitais (atual área de pesquisa).

Saviani, Dilnot e Flusser

É comum entre a maioria dos estudantes e jovens profissionais uma visão nebulosa acerca do design. Não somente da do campo profissional, mas também do seu produto, daquilo que o designer faz. Até que ponto vai a atuação do designer? Qual de fato é sua área de atuação? Como definir o objeto de design?

Essas inquietações são comuns e recorrentes, tanto no mercado quanto na academia. Retrato disso é a constante investigação epistemológica do design. Todas as angústias conceituais acerca do exercício do design são transpostas diretamente para o profissional e para sua produção.

Embora não aja um consenso, é importante e necessário citar autores que dedicam-se à problematização do design, resultando em novas linhas de pensamento em torno do que vem a ser o design, o designer e o objeto de design.

A partir de uma investigação etimológica, Flusser em seu ensaio “Sobre a palavra design” aponta que a palavra design está relacionada diretamente a artificialidade por meio do engano. Leia mais…