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A Imagem do Niilismo

A nossa contemporaneidade abre várias possibilidades para pensar a crise em vários níveis no nosso cotidiano. Contudo, normalmente, fechamos os olhos para o que pode vir a acontecer e deixamos que as coisas aconteçam no seu pormenor, só que em sentido inverso, proclamamos por um sentido que nos forneça certa justiça para o que pode nos acontecer. Há uma passagem da Gramatologia de Jacques Derrida em que ele escreve colocando Hegel como aquele pensador que deu o fim ao livro, isto quer dizer, depois da experiência hegeliana de mundo já não há mais pensadores que possam comentar algo sobre o mundo no que ele “deve ser”. Já que, pensadores conseguintes, como Nietzsche, indica que ao mundo não podemos dizer o que ele é sem cairmos numa falta de sentido àquilo que proclamamos. Precisamente, essa ausência de sentido contrariamente não concerne apenas a nossa contemporaneidade e sim, como atenta Nietzsche, está no interior do pensamento ocidental que criou seus valores a partir de um ideia suprassensível na qual nós forjamos uma imagem pela qual perseguimos para preencher a nossa vida concreta, cheia de indecisões e incertezas. Nietzsche denomina esse modo de ditar normas para esse mundo imaginando um outro além, que invariavelmente decai num fracasso, de Niilismo. Leia mais…

A estética: considerações filosóficas na direção de um design inútil

Poucos termos são, ao mesmo tempo, tão usados e tão cercados de nebulosidade quanto “estética”. Atualmente, “estética” aparece com os mais diversos significados. Alguns dos mais comuns são aqueles que dizem respeito exclusivamente à arte ou, quando usado de maneira mais específica, o de “filosofia da arte”. Um “fenômeno estético” seria o mesmo que um “fenômeno artístico”.

A mescla entre “arte” e “estética”, aparente nas acepções do termo expostas acima, possui, sem dúvida, influências hegelianas. Em seus Cursos de Estética, assim como na Estética, Hegel defende que o “belo artístico” – por ser produção do espírito para o espírito – é infinitamente superior ao “belo natural” e que a estética, enquanto disciplina filosófica, deveria estudar somente questões referentes ao primeiro.

Com tal proposta, Hegel afasta-se de Kant e transforma o significado do termo que estamos estudando. Em sua acepção inicial, “estética” se aproxima mais de sua raiz grega aisthesis, que significa algo como “sensação”. O termo foi utilizado primeiramente pelo filósofo alemão Baumgartem, mas ganhou destaque decisivo com Kant. Leia mais…»