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Porque esses movimentos são habituais e inconscientes, eu não conseguia lembrar e achava que fosse impossível fazê-lo

ou Design e Estranhamento: Parte I

Imagine essa cena: você está andando na rua, ouvindo sua música preferida pelo seu dispositivo portátil, quando chega ao seu ouvido o refrão sendo tocado cronologicamente invertido. Isso, com certeza, não é algo que você esperava e, mais que automaticamente, você vai achar que o seu dispositivo está quebrado e tira-o do bolso para verificar. Não, normal. A música continua tocando invertida, mas as teclas não funcionam e você analisa cuidadosamente seu dispositivo para achar um diminuto botão de reset.

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Identidades e interfaces

“Experimentar é buscar respostas.”
Paul Rand

A característica que mais admiro quando vejo o trabalho de algum designer, ilustrador e afins é a liberdade de passear por diversas técnicas, materiais, linguagens e mídias, e ainda assim transparecer sua identidade. O que interpreto é que em todas as situações pelas quais ele passa, sua identidade ainda se faz mostrar, como forma de representação de sua atitude frente ao mundo, de sua realidade.
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Entre paredes: um meio que aparece pelas margens ou por que não há buracos sem muros

* texto originalmente publicado na edição 44 da revista abcDesign.

Quando viajei de avião pela primeira vez, eu esperava ver, pela janela, onde é que acaba uma cidade e onde que começa outra, diferenciando-as por cores e contornos, como naqueles mapas da escola. Desapontado com a invisibilidade das fronteiras, comecei a imaginar o que aconteceria se todos os muros e paredes fossem também invisíveis. Ninguém mais poderia se esconder, qualquer lugar estaria “aberto” ao olhar alheio. Não sabia se isso era algo bom ou ruim. Desconhecia o que as pessoas fazem entre quatro paredes.

Mas eu desconfiava que, sem as paredes nos dividindo, tornar-nos-íamos aquilo que eu via pela janela do avião: uma grande paisagem indiferenciada. Leia mais…»

Considerações sobre autoria em Design

Há algum tempo, postei as traduções dos ensaios de Michael Rock The designer as author, de 1996 e outra posterior em Fuck Content de 2005, sobre a forma de reavaliar o papel do designer na mediação entre forma e conteúdo. Faço, portanto, algumas considerações acerca do tema, presente em meu finado projeto de conclusão.

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A Simbiose Morena-Chocalho

ou Porque Nostradamus seria um ótimo designer

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Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela?
Morena de Angola, Chico Buarque

De um modo geral, nós, designers, quando projetamos, devemos prever todos os possíveis usos do artefato, para que possamos proteger o usuário das possíveis idiotices que ele pode fazer com aquilo. Entretanto, isso me parece impossível. Aliás, claro que é impossível. Leia mais…