Posts taggeados com ‘leitura’

Não Obstante #7 – Entre a filosofia e a literatura

Escute o podcast…»

Por uma escrita da escrita

* texto originalmente publicado na revista Leaf #2, lançada no TPC10. O lançamento da edição  n.3, com texto meu também, foi domingo passado na 10ª Bienal ADG.

De que modo podemos pensar a tipografia filosoficamente? Talvez partindo da premissa de que toda leitura já é uma criação. Ainda que a criação não resida na leitura dos tipos em si, mas na interpretação do texto, é verdade que a mediação silenciosa da tipografia é capaz de, paradoxalmente, fazer o texto falar mais do que ele próprio diz.

Os tipos não escondem nada, tudo é criado ali na superfície dos textos, na repetição de signos alfabéticos. Na leitura, parafraseando Deleuze, “o mais profundo é a pele” tipográfica.

Como sabemos, uma letra somente faz sentido ao lado de outras. É como se uma letra nunca fosse “ela mesma”, nunca cessando de escapar ao olhar para que possa ser devidamente lida. Ao mesmo tempo, é como se cada tipo fosse uma forma pura, vazia de significado, que precisa repetir-se igual e anonimamente para adquirir “voz” própria. Quer dizer, complicado é entender que a diferença semântica só aparece pela repetição formal. Leia mais…»

Filosofia do Design, parte LXXIII – Ilustração e Ideologia

Ilustração não é apenas desenho, mas antes o nome que se dá a um movimento intelectual do século XVIII que culmina no Iluminismo (Locke, Voltaire, Rousseau etc.).

No sentido de conhecimento ou esclarecimento – eis um homem de “muita ilustração” –, o termo aproxima-se, ainda que inversamente, a um “positivismo pós-moderno”: enquanto os ilustradores do século XVIII denunciavam a Idade Média (período sem luz, de trevas), os ilustradores de hoje denunciam o século XIX (modernismo, período de luz em excesso).

Contra esta última analogia, há dois tipos de argumentos-padrão. O primeiro é aquele segundo o qual a situação é sempre complexa demais, há mais aspectos a serem explicados e a ponderação entre luz e trevas nunca termina. O segundo argumento substitui o relativismo do primeiro por outro: vivemos em uma era pós-ideológica na qual tudo aquilo que é novo, mesmo que retome algo velho, é entendido como condição de uma ruptura iminente. Leia mais…»

O que, como, quanto e por que (não) lêem os designers?

Atenção designófolos de Curitiba/PR: semana que vem haverá uma mesa-redonda sobre a falta de leitura dos designers.

Trata-se da conclusão da disciplina de Teoria do Design (UFPR) através de um bate-papo aberto ao público. O evento, que será gravado em áudio e posteriormente publicado no AntiCast, contará com a presença de Marcel Pauluk (Mestre em Comunicação e Semiótica PUC-SP), Gloria Kirinus (Doutora em Literatura Comparada USP), Rafael Ancara (representando o AntiCast) e deste que vos escreve, Marcos Beccari (representado o Filosofia do Design) – além dos alunos que participarão diretamente da discussão. Anota aí na agenda:

Quando: dia 21 de junho | terça-feira

Horário: das 18h30 às 20h30

Onde: Reitoria UFPR | Rua General Carneiro, 460, Edifício Dom Pedro I, 8º andar, Auditório 800 Leia mais…»