Posts taggeados com ‘modernismo’

«Repensando o modernismo, revisando o funcionalismo» de Katherine McCoy

Untitled-2

Durante o processo de pesquisa para o artigo Alternativas epistemológicas para o design da informação: a forma enquanto conteúdo, publicado recentemente na revista Infodesign, pareceu-me que algumas discussões sobre a mera presença do designer que ainda hoje circulam no Brasil estão bem datadas. Leia mais…

Elucubrações a partir de Frank Lloyd Wright: sobre estilos, ideais e máquinas

Frank_Lloyd_Wright_portrait-pQualquer arquiteto ou designer conhece o nome de Frank Lloyd Wright, algumas de suas obras mais famosas (como a casa da cascata), e provavelmente sabe de sua importância para o modernismo. Porém, muitas vezes, fica-se nisso. Recentemente, tive a oportunidade de visitar a casa que ele projetou para o executivo Frederick C. Robie no final da primeira década do século passado, em Chicago. Fiquei impressionado com a capacidade de Lloyd Wright de integrar desde os aspectos mais estruturais até os pequenos detalhes, como gavetas embutidas, passando pela iluminação, portas, móveis e desenhos dos vidros; e de projetar pensando claramente na experiência humana com o espaço. Isso sem falar da integração do projeto com o ambiente, a grande marca da arquitetura de Lloyd Wright — uma arquitetura orgânica, como ele a definia.

A integração com o ambiente a que me refiro — e que Lloyd Wright propõe –, porém, não é o tipo de integração que nos leva a pensar, por exemplo, naquelas casas de hobbit do Senhor dos Anéis. Ele não quer fundir seu projeto à natureza e nem utilizar a natureza como grande referência de formas (traço que associamos ao Arts and Crafts e, principalmente, ao Art Nouveau). Lloyd Wright se utiliza de formas duras, que se integram, mas também contrastam com o ambiente. No caso da casa de Robie, projeto que costuma figurar como um dos principais exemplos do que ficou conhecido como Prairie School ou Prairie Style (estilo das pradarias, em tradição literal), o design horizontal, com diversas linhas (recuos e projeções) e telhado plano, dão a sensação de que a casa é achatada, espraiada em diversos planos próximos, sem elevações verticais, integrando-se às pradarias. Leia mais…»

Considerações sobre autoria em Design

Há algum tempo, postei as traduções dos ensaios de Michael Rock The designer as author, de 1996 e outra posterior em Fuck Content de 2005, sobre a forma de reavaliar o papel do designer na mediação entre forma e conteúdo. Faço, portanto, algumas considerações acerca do tema, presente em meu finado projeto de conclusão.

coyotes-1941

Leia mais…

O engodo do projeto

* texto originalmente publicado na Revista Clichê.

Em sua raiz etimológica latina, “projectum” significa lançar-se para frente, uma forma de ação que antecipa a si mesma. Mas assim como o trato com o tempo no pensamento greco-romano não colocava necessariamente em oposição o antes e o depois – os mitos, por exemplo, não eram acontecimentos de um passado longínquo, mas histórias que aconteciam a qualquer momento e o tempo todo –, o significado de projeto era ambivalente: podia tanto significar antecipação espaço-temporal do que ainda não há quanto “fazer advir” o que potencialmente já está ali.

Só que, se outrora não havia nada que não fosse ao mesmo tempo real e ficcional (passível de ser narrado), em dado momento, grosso modo, aprendemos que nosso olhar sobre o mundo nem sempre corresponde ao mundo em si (que então foi entendido como “já pronto”), podendo muitas vezes aquele enganar-nos sobre este. Com isso o projeto assume a função de superar este logro, tornando-se um exercício de autonomia em contínua tensão entre uma afirmação intencional e o reconhecimento de obstáculos contra tal intenção. Leia mais…»