Posts taggeados com ‘Peter Sloterdijk’

Não Obstante #17 – O olhar contemporâneo de Peter Sloterdijk

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Não Obstante #5 – Filosofia do Design, uma aposta pós-prometeica?

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Profanações sem nome

* texto originalmente publicado na Revista Clichê.

O maior horror não provém daquilo que nos causa estranhamento, mas daquilo com o qual, estranhamente, nos identificamos.
– Alfred Hitchcock.

O termo em latim violentia, assim como o verbo violare (quebrar, romper), deriva do prefixo vis (força, vigor) e refere-se a uma aplicação de força, a uma passagem ao ato daquilo que potencialmente persiste num plano latente. O que me parece haver de mais instigante, indo direto ao ponto, numa reflexão sobre a violência é menos sua dimensão moral de (des)legitimação simbólico-social e mais sua dimensão ético-afetiva. Interessa-me perguntar de que maneira a violência oscila entre uma sensibilidade fundamental no registro intersubjetivo e uma banalidade anônima, discretamente apaziguada como terapia homeopática. Entre tirania ou barbárie de um lado e utopias redentoras do outro, irrompe um complexo embate de formas de vida concorrentes em seus ideais de realização. E da válvula de escape “amistosa” que proporcionam as redes sociais, bem como da canalização do tédio pela via do espetáculo esportivo, da teledramaturgia jornalística, da pusilanimidade dos games e da política teatral, instaura-se uma prerrogativa profana que se enuncia à medida que não é pronunciada: no que cessam as batalhas terrenas, irrompem as guerras imaginárias, que ganham mais força quanto mais são eufemizadas. Leia mais…»

Prometheus Corporation

“Os matemáticos terão de transformar-se em poetas; os ciberneticistas, em filósofos da religião; os médicos, em compositores; e os trabalhadores da informática, em xamãs.” – Peter Sloterdijk, Regras para o parque humano: uma resposta à carta de Heidegger sobre o humanismo (São Paulo, Estação Liberdade, 2000, p. 365).

O que a espetacularização contemporânea do “eu”, regada a infecções zumbis e autoajudas espiritualistas, tem a ver com a popularização e a valorização do design?

Tudo parece acontecer no deslocamento e na sobreposição da representação do “eu” para a experiência de não haver mais um si mesmo. A noção de um “projeto” como capacidade de responder a elementos como desordem, contingências, instabilidades e infidelidades do meio/contexto cede lugar a um conjunto de experiências efêmeras que vai se desdobrando em outros conjuntos aparentemente mais coesos e impactantes. Leia mais…»