Posts taggeados com ‘Pós-Modernidade’

Não Obstante #5 – Filosofia do Design, uma aposta pós-prometeica?

Escute o podcast…»

O Prometeu cauteloso de Bruno Latour

prometeu1Como sabemos, não é fácil achar textos que tratem explicitamente de filosofia do design. Assim, quando um dos mais famosos filósofos vivos produz um paper cujo subtítulo é “alguns passos rumo a uma filosofia do design”, trata-se de um evento digno de atenção. Estou falando de Bruno Latour e de um paper que ele produziu em 2008 por ocasião de sua palestra em um congresso de História do Design. O título completo é Um Prometeu cauteloso? alguns passos rumo a uma filosofia do design (com especial atenção a Peter Slotedijk).

No ano passado, ao indicar esse texto para alguns alunos, comecei a lamentar a falta de uma tradução em português. Por fim, com a ajuda de minha namorada, que está acostumada a trabalhar com revisão de tradução, resolvi enfrentar o desafio de traduzi-lo. O resultado foi publicado há algumas semanas na revista Agitprop. É possível acessá-lo aqui, em um pdf com layout caprichado, ou diretamente no site da revista, em texto corrido. Leia mais…»

Consumo ateu e o fetichismo contemporâneo

O que ateísmo tem a ver com consumo? O recalque da proibição pela negação da mesma [1]. Quando falamos de fetichismo (nossa crença de que certas mercadorias são “objetos mágicos”), a tendência é considerar que a “manifestação teológica” do produto nada mais é do que uma expressão “comum” da realidade social. Em nível de discurso, é o mesmo que dizer que Deus está morto/não existe [2] – o que implica negativa, proibitiva e necessariamente continuar acreditando em alguma ideia de “Deus”.

Se entendermos “Deus” como uma autoridade onipotente e opressiva, sua queda ou ausência paradoxalmente significa, ao invés de liberdade, proibições cada vez mais severas. Quando não há dogma ou fetichismo religioso, o mais comum é dedicar-se a uma busca incondicional da felicidade sob o ilusório pressuposto dostoievskiano de que “tudo é permitido”. Para tanto, em vez de se recalcar desejos ou prazeres ilícitos, passa-se a recalcar o recalque em si, ou seja, a própria proibição que nos priva de tais desejos e prazeres. Leia mais…»

As quatro trincheiras de uma guerra sem chão

* texto originalmente publicado no Formas do Consumo.

MMA é a sigla para artes marciais mistas, modalidade esportiva que tem se tornado cada vez mais popular através do torneio UFC. Zumbis são criaturas fictícias que representam seres humanos mortos ou infectados, sedentos por cérebros saudáveis. Hipsters é a designação de uma subcultura que fetichiza a autenticidade por meio da negação da cultura mainstream. Por fim, “occupy” se refere aos recentes movimentos sociais de mobilizações e protestos urbanos que não demonstram um posicionamento político bem definido.

São muitas as relações possíveis entre esses quatro fenômenos contemporâneos, mas o “espírito de guerra” que os circunscreve é o que me parece mais sintomático. Embora tal aspecto humano e sua decorrente paisagem apocalíptica já estejam “eternizados” em diversos relatos mítico-religiosos – Babel, Troia, Atlântida etc. –, a aparente ausência atual de guerras “reais” pode estar sendo superada através de sua re-experiência sob a forma de consumo. Leia mais…»

“Uma breve sociologia do Imposto”, por Juremir Machado da Silva

Após o texto “Debord e o Hiper-espetáculo”, tomo a liberdade de abrir outra exceção quanto à exclusividade de conteúdo que oferecem os colunistas deste blog e, mais uma vez, reproduzirei outro excelente artigo do professor Juremir Machado da Silva¹. Leia mais…»