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Desejo sem objeto: considerações lacanianas

jean-arp-22* Ilustram o post imagens do artista surrealista Jean Arp

A leitura que Lacan propõe dos textos freudianos sugere que, ao desejo humano, falta um objeto adequado. Ao contrário dos instintos dos animais, cuja satisfação está ligada a um objeto definido, o desejo propriamente humano não possui um objeto “natural” – em vez de instintivo, ele é pulsional. E o que caracteriza a pulsão é sua plasticidade, de modo que ela pode ser investida em objetos muito diversos, de formas muito diversas.

Ao enfatizar o caráter plástico das pulsões e defender a ausência de qualquer objeto que pudesse fixar-se, finalmente, como O objeto adequado a uma pulsão, Lacan se opõe a uma vertente da psicanálise que tende a enfatizar, na teoria freudiana das fases do desenvolvimento libidinal, a caminhada rumo à estruturação de uma orientação “natural” e bem sucedida do desejo. Para estes, existiria, em última instância, uma organização da libido (pulsão sexual) que garantiria uma relação satisfatória com os objetos de desejo, uma espécie de retorno à adequação instintiva do desejo ao objeto. Este é um ponto que Lacan ataca duramente: Leia mais…»