Posts taggeados com ‘regulamentação do design’

Hoje é dia de quem mesmo?

* Este texto é uma contribuição de Douglas Cavendish – pesquisador no Grupo de Ensino, Pesquisas e Extensão em Tecnologias e Ciência (GEPETEC) da Universidade Federal de Itajubá.

Há 17 anos atrás, no dia 19/10/1998, Fernando Henrique Cardoso (então presidente do Brasil) por decreto presidencial [1], instituía o dia 05 de novembro de cada ano como “dia nacional do design”. Um dia que passaria a ser motivo de celebração para uma casta de profissionais que estava em pleno desenvolvimento e que buscava um local seguro ante um mercado já disputado por profissionais de áreas correlatas, como engenharia, arquitetura, artes plásticas e marketing. Leia mais…»

Em caso de dúvida, não assine

* Este texto foi escrito a várias mãos e é uma contribuição do blog Aplataforma (onde foi originalmente publicado) – espaço mantido por Felipe KaizerGuilherme Falcão e Tereza Bettinardi, cuja proposta é a de informar e refletir sobre experiências de projeto, tornando-as suscetíveis à crítica.

A importância de um assunto é medida pela mobilização que ele gera. Depois do post publicado na última quarta-feira, tivemos a grata surpresa de ler muitas respostas daqueles que são favoráveis ao Projeto de Lei n. 1391/2011. De fato, a questão da regulamentação é importante e multifacetada. Estamos diante de uma excelente oportunidade para aprofundar os argumentos. Nossa intenção é continuar o debate, sem ceder a sentimentalismos.

Em primeiro lugar, no post supracitado analisamos a petição virtual pela regulamentação. Chegamos à conclusão de que o texto representava no geral o interesse de alguns profissionais que desejam concorrer a licitações públicas com alguma exclusividade. Infelizmente, a página da petição perdeu a chance de tratar dos demais efeitos da lei e falhou em nos convencer. Assim, diante do texto fizemos a pergunta: a quem interessa a diferenciação dos profissionais de design? Leia mais…»

Quem está pedindo para ser regulamentado?

* Este texto foi escrito a várias mãos e é uma contribuição do blog Aplataforma (onde foi originalmente publicado) – espaço mantido por Felipe Kaizer, Guilherme Falcão e Tereza Bettinardi, cuja proposta é a de informar e refletir sobre experiências de projeto, tornando-as suscetíveis à crítica.

Há uma forte campanha para a regulamentação da profissão de designer ocorrendo na internet. Nesse momento, muitos amigos compartilham imagens de apoio nos seus perfis de Facebook e divulgam o link da petição virtual que visa conseguir do Senado a aprovação do Projeto de Lei n. 1391/2011. No entanto, é comum que no ambiente virtual os cliques corram mais rápido que o entendimento.

Desde 1980, seis projetos de regulamentação foram submetidos ao Congresso Nacional, todos arquivados por motivos e circunstâncias pouco esclarecidos. Logo, não admira que ainda hoje o termo “regulamentação da profissão” pareça obscuro. Em teoria, um lugar em que poderíamos encontrar algum esclarecimento sobre a atual mobilização é a página da petição. Mas, em vez de sanar as nossas dúvidas, a leitura do texto acaba por suscitar mais incertezas. Leia mais…»

Filosofia do Design, parte XLIV – o Design Ortodoxo

* texto originalmente publicado no Design Simples.

Tanto no meio acadêmico quanto no meio profissional é bonito falar em abertura, liberdade de expressão, convivência de ideias, trabalho colaborativo, diálogo, etc. Como se não houvesse trincheiras ideológicas, panelinhas e preconceitos no Design. Eu, por exemplo, tenho preconceito contra quem acha que não tem preconceitos. E também contra aqueles que se acham “revolucionários” por serem homossexuais, vegetarianos, nerds e blasés. Tipo, it’s so last century… sorry.

Mas se não parecermos éticos (seja lá o que for ética), não pega bem. Temos que apoiar a sustentabilidade, fingir que somos contra a indústria cultural (mas sempre bem vestidos), falar inglês para poder falar de inovação e design thinking, esconder qualquer carência afetiva-financeira-intelectual e disfarçar a nossa falta de assunto. Contudo, você é especial porque tem a cabeça aberta, ou seja, a mesma alienação de quem tem a cabeça fechada. A diferença é que você diz “tanto isto quanto aquilo” e o bitolado diz “ou isto ou aquilo” – ambos sem nada questionarem, ambos caindo na armadilha da qual pensam ter escapado. Leia mais…»