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A fragmentação da permanência

Que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol? Uma geração passa, outra vem; mas a terra sempre subsiste. (…) O que foi é o que será: o que acontece é o que há de acontecer. Não há nada de novo debaixo do sol. (…) Não há memória do que é antigo, e nossos descendentes não deixarão memória junto daqueles que virão depois deles.

Eclesiastes, 1

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Muito fantasma pra pouca ópera

jasmine_tridevilEm setembro do ano passado, uma notícia foi compartilhada exaustivamente pelas redes sociais da internet desse Brasilzão doido: a história de Jasmine Tridevil (?), a americana que supostamente implantou um terceiro seio para espantar homens e viver isolada sem parecer atraente para ninguém. O mais legal era o intuito dos compartilhamentos: geralmente, pessoas expressando o quanto acharam engraçada ou desagradável a atitude da moça, sem antes se perguntarem o básico, que é a primeira coisa que eu me pergunto até quando minha sogra aparece com uma sobremesa muito bonita depois do almoço no domingo: aquilo ali é verdade ou mentira?

Não demorou muito, os mythbusters de plantão surgiram com o veredicto: mentira, e das cabeludas. Jasmine inventou a história e tirou a foto usando um corpete de borracha com três seios porque, bem, hm, determinadas razões. Mas não há motivo para julgar as pessoas que acreditaram na história, ela poderia muito bem ser verídica. Não é difícil imaginar que hoje em dia, se alguém quiser realmente ter um terceiro ou talvez até um quarto mamilo, só o que precisa fazer é o seguinte: ir até o consultório de algum cirurgião plástico e largar um saco de dinheiro na mesa dele. Leia mais…

Mariko Mori e a Consciência Una

* Este texto é uma contribuição de Renata Chaveiro — designer de profissão e artista de alma. Passou, antes disso, pela formação em Publicidade, onde teve a certeza de que não é o backstage das agências que lhe comove, mas as origens e motivações mais profundas da atividade da Comunicação. Foi só na graduação de Design que encontrou o porquê de querer saber tantos porquês: ama a História das coisas e o mistério intrínseco à sua onipotência.

“A arte é necessária e indispensável enquanto existir o mundo da mente, que durará tanto quanto a raça humana continuar a existir. Arte é um tesouro para toda a humanidade.” – Mariko Mori [1]

Final de ano e mais ciclos terminam, trazendo reflexões e pontos de vistas distanciados que não poderiam nos ocorrer em nenhum outro momento, quanto estávamos imersos demais no frenesi cotidiano para torná-los o foco de nossos pensamentos. Devido a este momento de descanso, nossa mente relaxa e temos tempo para dedicar ao pensamento interiorizado, fazendo emergir reflexões sobre nós e sobre para onde estamos sendo levados por nossas escolhas. Finais - e recomeços – de ciclo, afinal, são alguns dos conceitos-chave dos trabalhos mais recentes de Mariko Mori. Leia mais…

Traduções visuais do inconsciente coletivo #01: Tetsuya Ishida

* Este texto é uma contribuição de Renata Chaveiro –designer de profissão e artista de alma. Passou, antes disso, pela formação em Publicidade, onde teve a certeza de que não é o backstage das agências que lhe comove, mas as origens e motivações mais profundas da atividade da Comunicação. Foi só na graduação de Design que encontrou o porquê de querer saber tantos porquês: ama a História das coisas e o mistério intrínseco à sua onipotência.

Em nossa primeira investigação sobre as forças desconhecidas que regem padrões da produção visual contemporânea, visitaremos a obra do pintor Tetsuya Ishida.  Nascido em 1973, em Shizuoka, Japão, seu talento foi notado depois de formar-se na Musashino Art University. O combustível artístico de Ishida foi poderoso: em dez anos de carreira, pintou por volta de 180 quadros. Leia mais…»