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Refrações #004 – Existe Design?

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Uma Abordagem Epistemológica acerca da Filosofia do Design

HfG-Ulm Archive

* artigo originalmente publicado no III Scientiarum Historia – 3º Congresso de História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, HCTE-UFRJ, 2010.

Introdução: Panorama Histórico da Pesquisa em Design

Este trabalho1 propõe uma revisão restrita aos paradigmas epistemológicos existentes na Filosofia do Design. Para tanto, julgamos oportuno levantar brevemente algumas das premissas históricas da Pesquisa em Design que são necessárias para a compreensão daqueles pretendidos paradigmas. Em um contexto onde o discurso moderno imperava na Europa, a form follows function ou funcionalismo foi a doutrina predominante por várias décadas na arquitetura e no design (FONTOURA, 1997). Segundo Cross (2007), a Pesquisa em Design foi inaugurada somente com a primeira Conference on Design Methods, realizada em Londres em 1962. Na tentativa de consolidar a metodologia de Design como disciplina científica, o movimento Design Methods procurava substituir o processo intuitivo, ainda recorrente, pela aplicação de procedimentos puramente científicos e racionais: métodos de pesquisa operacional, técnicas de gestão de tomada de decisão, técnicas de criatividade, etc. Leia mais…»

Filosofia do Design? – provocações iniciais

* texto originalmente publicado em Design Simples.

É com grande estima que venho falar um pouco sobre um dos temas de minha dissertação de mestrado: Filosofia do Design. E como sugere o contexto vigente, falar sobre isso de maneira simples.

Para começar, sabemos que o termo “design” pode manifestar tantos significados quanto o termo “filosofia”, sendo ambos muitas vezes adotados sem uma percepção muito clara de suas fontes e consequências. Mais do que isso, poderíamos questionar: será que há filósofos o suficiente para tanta Filosofia? (ou designers para tanto Design?) Se não há uma resposta precisa a essa questão, certamente é porque não estamos em Atenas, uma cidade que tinha apenas 240 mil pessoas, a maioria escravos. No entanto, quando se fala de Filosofia hoje, parece que se trata de algo bem menos ambíguo e indeterminado do que Design.

Por exemplo, “como posso aplicar isso no mercado?” é um questionamento constante nas aulas de Semiótica, História da Arte, Antropologia, etc. Por outro lado e talvez com menos frequência, “como avaliar um projeto de Design?” é um questionamento muitas vezes sem uma resposta precisa nas disciplinas projetuais. Não se pode supor uma resposta a tais questões, afinal não há uma definição clara do que é Design – prova disso é o fato de qualquer publicação sobre Design necessitar, sempre em seu início, a definição daquilo que o autor entende pelo termo (NIEMEYER, 2007. p. 23). Leia mais…»