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Refrações #005 – O Humano, Demasiado Humano de Friedrich Nietzsche

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O fim das ilusões

Texto originalmente postado sem edição no Animus Mundus

Vocês devem ter notado que o mundo está enlouquecido. Não digo isso partindo de uma nostalgia de que já foi melhor, nem de uma conspiração apocalíptica de que está para acabar. Este é o melhor dos mundos possíveis e o fim do universo ocorre a cada novo instante de vida. Mas, veja, o mundo está louco.

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O mais difícil é o mais aberto

* texto originalmente publicado na Revista Clichê.

É preciso caminhar na escuridão e se encontrar com o coração do homem, com os olhos da mulher, com os desconhecidos das ruas, dos que a certa hora crepuscular ou em plena noite estrelada precisam nem que seja de um único verso… Esse encontro com o imprevisto vale pelo tanto que a gente andou, por tudo que a gente leu e aprendeu… É preciso perder-se entre os que não conhecemos para que subitamente recolham o que é nosso da rua, da areia, das folhas caídas mil anos no mesmo bosque.
 Pablo Neruda.

Das poucas aulas que tive o privilégio assistir do professor de mitologia Marcos Ferreira-Santos, hoje me lembrei do koan do chá que certa vez ele contou para a turma. Sentado em frente do templo, um mestre ancião ensinava seu discípulo a arte de servir o chá: “olhe e aprenda”. Primeiro chegou um rapaz jovem queixando-se que aquele templo precisava urgentemente de reformas, que ninguém entra ali por causa das condições precárias do local. O velho mestre sorriu e respondeu: “É verdade! Aceita uma xícara de chá?”. Leia mais…»

A verdade da imagem

O desenho de um animal, de um órgão ou de uma célula em um livro de biologia costuma ser lido como uma esquematização confiável de uma realidade independente. Supõe-se, além disso, que ela está ali para esclarecer, ensinar e não para sensibilizar (diferentemente, por exemplo, de um quadro de Jackson Pollock ou de Max Ernst). Seu valor de verdade raramente é questionado. Será isso razoável?

Talvez refletindo sobre essa questão, o artista plástico Walmor Corrêa produziu há alguns anos uma série de desenhos intitulada Unheimliche (conceito freudiano, normalmente traduzido como “estranho” ou “sinistro”) na qual, seguindo o estilo das ilustrações de atlas de anatomia, ele representa seres folclóricos – Curupira, Capelobo (figura acima) etc. Leia mais…»